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1ª aula de história - 2052

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1ª aula de história - 2052

Mensagem por João Soares em Sab 08 Fev 2014, 01:19

PROFESSOR
LOBISOMEM
ARTE EM MADEIRA



1ª aula de história



Mais uma aula na terça-feira. Até agora não tive problemas com nenhum aluno. Estava disposto a cumprir o plano de metas deste ano quisessem os alunos ou não. Acredito que esta seja a menor turma da história desta escola. Em compensação a aula de amanhã seria no terceiro ano com a sala praticamente lotada.

Fiz como de praste. Fiquei no corredor ao lado da porta esperando que entrassem. Ao menos os meninos estavam bem arrumados.

- Senhorita Devonne Collins, isto não é um desfile de moda. Então na minha próxima aula, menos maquiagem! E a todos bom dia! Temos alguns novatos nesta turma, vejam só... Mais um Riddle? Acabei de tirar alguns pontos de sua irmã há pouco, espero não fazer o mesmo contigo rapaz.  Rolling Eyes  Para quem me conhece sejam muito bem vindos novamente, aos novatos sou o Senhor Soares ou Professor Soares. Aqui em minhas aulas não quero ninguém se tratando pelo primeiro nome. Do lado de fora da sala devem ter percebido que há um mural de avisos desta disciplina. Lá eu costumo colocar pontos das aulas, costumo indicar de quem tirei pontos e o motivo... Aulas extras e essas coisas. Quem já teve aulas comigo ano passado sabe, e quem não teve, tem tempo de se acostumar com meus métodos de ensino que é um pouco diferenciado do dos outros professores. Como essa é nossa primeira aula do ano é comum termos apresentações. Quem quiser, pode começar falando como se chama, de onde vem, qual é sua casa, o que significa história da magia para si e coisas do tipo. Quem começa?

Fiquei a ouvir cada um e em seguida fiz a lista de chamada.

- Quem eu chamar levante o braço, quem eu não falar o nome, me procure ao fim da aula para que eu atualize a lista de chamada.

♦ MILEY DEVONNE COLLINS
♦ BERNARDO REDBIRD RIDDLE JUNIOR
♦ CRISTOPHER MOTGOMERY

- Bem... Agora vamos à matéria da aula de hoje. Este ano iremos trabalhar com lendas e mitos. Como atividade de casa, quero que me tragam na aula que vem uma lenda portuguesa. Pode ser qualquer uma. E sim, valerá nota no boletim e pontos para suas casas. Por agora trabalharemos com uma lenda bruxa européia.

Uso magia para fazer com que os pergaminhos voem até as mesas deles.

- Nossa lenda de hoje será um dos contos de Beddle, o Bardo. Creio que muitos dos que estão aqui já ouviram falar do Conto dos 3 irmãos, certo? Quero que cada um leia uma parte do texto que lhes entreguei.


O Conto dos Três Irmãos



Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada solitária e sinuosa ao crepúsculo, a certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes magicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as aguas traiçoeiras. Iam a meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada. E a Morte falou-lhes. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a Morte era astuta.
Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganho um prémio por ter sido suficientemente esperto para a evitar. E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho. Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. Então a Morte pegou numa pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos. E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe o seu próprio Manto de Invisibilidade. Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.
A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino.O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar um outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível.Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho.Assim a Morte levou consigo o irmão mais velho. Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e fê-la girar três vezes na mão. Para seu espanto e satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele.No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim o segundo irmão louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela. E assim a Morte levou consigo o segundo irmão. Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o manto de invisibilidade e deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida.

- Muito bem, muito bem... E os que estão aqui presentes? Que lição tiraram deste texto?

Ouvi o que iam dizendo e após o último falar o sino tocou. Os alunos foram dispensados e eu fui para meu escritório.
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João Soares
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