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Covil

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Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Seg 08 Ago 2016, 17:39

Relembrando a primeira mensagem :

O periodo de tempo entre eu sair de Portugal e chegar ao Brasil foi totalmente esquecido. Durante umas duas semanas eu não era nada mais de que um morto-vivo. A minha mãe ainda esteve um tempo comigo lá para ter a certeza que eu ficava bem. Ela não estava nada feliz com a minha decisão. Tinha chorado bastante. Eu não queria ter feito a minha mãe chorar... Mas eu prometi-lhe que ia ficar bem e que dava noticias todos os dias.

No entanto, ela obrigou-me a ir para uma escola no rio de janeiro. E foi no momento em que eu comecei a ir à escola que tudo começou a correr mal. E mesmo mal.
Logo no primeiro dia de aulas um rapaz decidiu meter-se comigo. Afinal de contas, eu naquela altura mesmo a falar português tinha um sotaque meio britânico. Depois disso eu vinha de uma família que andava na língua do mundo desde 1981. E eu também não andava com cara de quem era um rapaz bonito que vinha para ali fazer amigos. Eu não estava nada bem. Estava triste e irritado. O rapaz acabou por levar um murro no nariz. E aquilo soube-me demasiado bem. Era um bocado da frustração que eu tinha, que estava a sair fora. Deitar tudo cá para fora.

Eu tentava não pensar na Sofia. Eu tentava não pensar no que tinha acontecido. Tentava não pensar em Portugal. E aquela não foi a primeira vez que me meti em lutas. Quando dei por mim não conseguia me controlar e andava a tentar puxar lutas com toda a gente.
E isso chamou a atenção de quem não devia. Um grupo de rapazes.

Acabaram por passar semanas e semanas e a raiva só aumentava. E era dirigida a todos e a mim mesmo. E isso fez com que eu entrasse em graves problemas. Que cometesse erros enormes.
Um dia entrei numa festa com o Chase. Nem me lembro porque raios é que fui aquela festa. Precisava de tirar da cabeça tudo. Precisava de a esquecer nem que fosse só por umas horas. Eu tinha de esquecer. Ela estava a destruir-me. As saudades estavam a destruir-me.
Naquela altura tudo o que eu queria era esquecer.

A festa já tinha começado quando nós lá chegamos. Mas mal dei um passo dentro da casa senti logo o cheiro de álcool e tabaco. Eu não estava neste corpo há tempo o suficiente para ter hipótese de experimentar. Mas naquela altura também nem pensei nisso. Fiz o que Chase fez e o que os amigos dele faziam.
Foram alguns meses assim. Aos poucos já nem pensava em Portugal. Mas mesmo assim não conseguia de pensar na Sofia. E eu odiava-me por isso.
Já há tempos que não colocava os pés no apartamento que a minha mãe tinha alugado. Mas falava com ela. Senão ela vinha e tirava-me daqui. Mas não ia lá mais. Não valia a pena. Passava de festa em festa. De bebedeira a bebedeira. De luta em luta. Lutas que acabavam por não ser minhas. Eram do Chase. Porque é que eu andava com ele? Não sei. Havia algo cativante nele. A forma como ele falava. Toda a gente ou seguia-o ou tinham medo dele.

Esse tempo todo passou-me como um burrão. Eu não sabia onde andava. O que andava a fazer. Eu nem sabia que estava a entrar em algo perigoso.
Toda a gente sabe que em todos os países existe máfia. Existe traficantes, assassinos e ladrões. Bem, no Brasil o maior grupo de todos era uma alcateia de Lobisomens. Na verdade não era chamada de alcateia mas sim de bando.

Por muito que eu me tente lembrar de como fui transformado não consigo. Não me consigo lembrar do dia. Só consigo lembrar-me de pequenos flashes e de como doeu para caralho.
Sei que levaram-me para gruta. Era ao pé do mar. Lembro-me de cheira o mar. O cheiro das algas estava a dar-me vontade de vomitar.

- Onde é que vamos?

Perguntei enquanto-me puxavam. Eu estava mocado.
Sei que perguntei novamente. E que me deram um murro na barriga para me calar. Não levaram um de volta porque eram uns cinco gajos ali. Do triplo do meu tamanho. É o problema dos lobisomens. Tentam-lhes bater e partem a mão e são capazes de perder a cabeça.

A gruta era escura. No meio estava uma espécie de trono feito de rochas e ossos.

Foi ai que eu quis ir embora. Estava completamente fora de mim mas eu senti um medo de morte a olhar para aquilo.
Os meus pais eram heróis de guerra. Os meus avós eram heróis de guerra. Todos os instintos que eu herdei deles estavam a mandar-me correr para bem longe dali. Não sei com a minha sorte ainda estavam a tentar reviver o Voldemort ou assim.
Não devia de brincar com isso.
Mas estavam a agarrar-me. Não era capaz de fugir.

- Tem calma, Andrew. Não tarda juntas-te a nos.

O Chase era um tipo grande. Devia de ter para ai uns dois metros. Era um bocado magricelas mas eu já o tinha visto derrubar uns 5 gajos sozinho e sair sem um único arranhão. Não era para mais. Ele era o Alfa. Ele era o mais forte. Ele ditava as regras. Ele decidia quem morria e quem vivia. Ele era quase como o nosso deus.

Já em várias alturas ele tinha dito que eu era bom para estar ao lado dele. Que eu tinha nascido para grandes coisas. Não sei porque é que eu acreditei em tudo.

Não faço ideia de onde, mas apareceu um homem sentado no trono. Um homem alto, de pele morena, careca. Tentei cravar os meus pés na areia porque estava com medo. Não me queria aproximar mais daquele homem. Mas claro que eles eram bem mais fortes que eu. Acabei por ser arrastado e colocado de joelhos virado para ele. Mal olhei para cima, arrependi-me logo. Nunca tinha visto algo assim. Os lábios do homem estavam todos secos e enrugados. O nariz estava meio deformado, uma das narinas estava com falta de um bocado de carne. No lado esquerdo da cara via-se uma cicatriz enorme que passava pelo olho, até à boca. No entanto, o pior nem era isso. O que me assustou mais foram os olhos. Eram embaciados. Um azul eletrificante coberto por uma névoa. Parecia cego. Não olhava para nenhum lado. E metia-me um medo de morte.

Não sei que conversa é que o Chase e velho tiveram. Mas no final o velho tinha um sorriso sádico que congelou-me.

- Então és tu que vais ser o novo membro... Um pouco fracote para isso.

Eu não era capaz de falar. Estava demasiado assustado para isso. Tudo passou rápido.. O homem disse algumas palavras que eu não entendi. uma língua estranha e morta. Depois so senti alguém espetar uma espécie de flecha no meu ombro esquerdo. E depois uma dor horrível. Era como se alguém estivesse a colocar acido na ferida. Acido de sal. E isso estivesse a abrir ainda mais a ferida e a queimar tudo. Eu sentia que estava a queimar todo por dentro.

Não é para dizer que não aguentei a dor durante muito tempo. Desmaiei.





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Mason A. Potter Malfoy
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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:20

- Achas que não? Sou um Malfoy, lembras-te?

Fiz um meio sorriso a usar o mesmo que ela tinha dito. Não sei o que é capaz de acontecer a partir de agora mas eu conheço-me e conheço-a e sei que não vai ser fácil mas aposto a minha alma que não mudava nada.

Ela falou em como achava isto estranho. De como pensou que nunca mais ia-me ver. E eu engoli em seco nervoso. Só que ela olhou-me nos olhos e eu senti o meu coração parar e derreter-me todo.

- Estou aqui... E nunca mais vou a lado nenhum. - Estava a falar baixo mas firme. Não desviei os olhos dos dela mas senti-me inclinar para ela. Não era capaz de me controlar. - Podes apostar nisso. Aconteça o que aconteça a partir de hoje. Eu vou ficar por aqui. Mesmo que tu já não sintas nada por mim. Eu vou estar aqui.





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Mason A. Potter Malfoy
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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:23

Engoli em seco quando ele falou e desviei os olhos.

- Tu sabes que isso não é verdade.

Levantei-me porque já não conseguia estar ali sentada sossegada. E porque ele se estava a inclinar para mim. E porque sei que queria muito estar nos braços dele e beija-lo. E não queria fazê-lo porque me lembrava da raiva que tinha. Mas parecia que já não tinha tanta.

- Não sou insensível nem um monte de ferro. Eu ainda sinto coisas por ti, não desapareceu facilmente. E eu tentei. Acredita que tentei.

Acrescentei um bocado amargurada encostando-me à cerca que dava vista para o Lago. Cruzei os braços sem olha-lo.

- Diz-me só o que pretendes com isto das aulas, sim?
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:28

E quando acabei de falar e vi o olhar na cara dela, uma mistura de dor com amargura, entendi que devia ter estado quieto. Que por uma vez na vida eu já devia de ter aprendido a calar-me.

E depois ela começou a falar. Que tinha tentado me esquecer. E que tinha tentado deixar de gostar de mim. E isso foi como um estalo. Via levantar-se e afastar-se de mim e parecia que a minha garganta e o meu peito ardiam.

- Eu...

Não sabia o que lhe dizer. Ela ainda sentia coisas por mim. Mas ela queria me odiar. E esquecer que sentia essas coisas por mim.

- Eu ahm... Só preciso de ajuda para passar nos exames... Se me pudesses dar explicações.

Sentia-me agora em baixo. Mesmo em baixo. Não era capaz de olhar para ela, os meus olhos mantinham-se baixos. Eu não ia desistir é verdade mas escutar estas coisas, mesmo que fossem verdade e eu merecesse, fazia-me ficar mal.

- A minha mãe disse que te pagava e tudo...





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:32

Fiquei a olha-lo à espera de uma reacção. Mas nada. Não estava à espera disso. Ao pé do Gonçalo ele estava tão confiante e agora parecia apenas um menino pequeno.

- Não preciso que ela me pague. Não é um sacrifício assim tão grande.

Não era sacrifício nenhum, por amor de Deus. Olhei para ele sentado e pensei que mesmo sentado ele era quase mais alto que eu. Ele tinha mesmo crescido. Se calhar ele estava mesmo arrependido por me ter deixado. Mordi o lábio.

- Não é um sacrifício assim tão grande passar tempo contigo.

Encolhi os ombros e voltei a cruzar os braços para esconder que estava nervosa.

- Se é para ajudar com as aulas. Tudo bem.
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:37

Acho que ela estava a espera que eu fizesse algum comentário ou assim. Era muito meu fazer isso. Mas eu estava mesmo com medo de fazer merda e de a perder para sempre.

- Mas se quiseres, é na boa.

Disse-lhe mas ela depois disse algo que fez o meu sangue aquecer um bocado. Que não era um sacrificio passar tempo comigo. Eu olhei para ela e pisquei um bocado os olhos. Se calhar eu não estava a olhar para isto tudo como devia. Não ir para as partes más.

Acabei por sorrir um pouco e cocei o pescoço olhando para ela.

- Okay então... Ainda bem. - E depois levantei-me e aproximei-me dela esticando a mão para ela a sorrir. - Combinado, Redbird?





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:40

Encolhi os ombros. Ser paga não era assim tão mau.

- Não te preocupes, vou arranjar maneira de seres tu a pagar-me de alguma forma.

Fiz um meio sorriso e quase me arrependi depois. Mas que porra é que eu estava a dizer?

Depois olhei para a mão dele esticada. Aquela aproximação fez-me suster a respiração durante um bocado. E depois apertei a mão dele. Senti logo algo pelo corpo todo. Isto tinha de parar, a sério.

- Combinado, Malfoy.
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:47

- Isso não parece ser castigo nenhum.

Abri logo um sorriso enorme um bocado malicioso. Ela sabia o que estava para aqui a dizer? Era eu. Ela não podia jogar assim comigo.

- Acho que até ia gostar muito.

Pisquei-lhe o olho e o meio sorriso que ela me deu quase me matou ali. Deus. Ela ia dar cabo de mim.

Ela apertou-me a mão e eu senti o meu corpo todo tremer e aquecer-se. Não a queria largar. E ela também não me largou a mão.

- Ótimo, professora. - Mas depois puxei-a ligeiramente para mim, e dei-lhe um beijo na mão.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:51

- Não tenho de te meter de castigo, Malfoy.

Mas o sorriso não desaparecia. Até porque ele não me largava a mão.

- Mas vou arranjar forma de me pagares.

Quando ele me puxou e beijou a mão tive de respirar fundo, discretamente. Estava a ser forte há muito tempo. Toda eu gritava por ele.

- Mason...

Mas a minha voz cortou-se sozinha. Não saía mais nada. Só conseguia ficar a olha-lo. O meu menino. O meu amor. Queria desmaiar dos nervos. Queria chorar dos nervos. Queria sorrir por tê-lo ali tão perto. Queria muitas coisas e nem falar conseguia.
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:56

Ela não parava de sorrir para mim e por isso eu também não conseguia parar de sorrir, mesmo tendo estado há pouco triste com o que ela disse, agora parecia que tudo tinha desaparecido e eu só conseguia pensar no quão bom era te-la aqui ao pé de mim.

- O que quiseres, eu faço. - Disse com um meio sorriso.

Quando a puxei para mim e beijei-lhe a mão ela disse o meu nome e eu senti o meu corpo todo começar a arder. Eu parecia que estava a arder. Olhei para cima e ela estava a olhar para mim.
E eu sou fraco. Eu não era capaz de me controlar. A primeira coisa que eu devia de ter feito, que eu queria ter feito, quando voltei era puxa-la para os meus braços e beija-la.

E ainda não era tarde para isso.

Caguei para tudo o resto, e para a confusão que se calhar isto ia fazer e voltei a endireitar-me mas muito rapido puxei-a para mim e meti as mãos na cara dela e beijei-a.

E parece que explodi.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Seg 07 Nov 2016, 23:59

- O que eu quiser...

Mas já nem sabia bem o que estava a dizer. Aconteceu tudo como se fosse em câmera lenta. Os braços dele a puxarem-me, gentilmente a deixar-me sair se eu quisesse. O olhar ele tão querido, aquele que eu me lembrava.

Quando os lábios dele tocaram nos meus o meu coração parou. Parecia que tinha ficado paralisada. Eu queria mesmo ficar paralisada. Não ia sair dali. Nunca. Mais.
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:03

Eu vi-a sorrir ligeiramente quando eu aproximei os lábios dos dela. Porque ela conhecia-me. Ela conhecia-me tão bem e ela sabia que eu era assim. Que eu não lhe resistia.

Eu só a tinha beijado ao de leve primeiro, mas depois voltei a beija-la um bocado como se aquilo fosse a ultima coisa que eu ia fazer na vida. E podia ser. Eu podia ficar aqui a beija-la para sempre.

Uma das minhas mãos desceram para a cintura dela. Não a prende-la mas a segurar-me porque eu achava que ia cair. Eu não me aguentava das pernas. E não a parei de beijar. E ela também não se afastou. Eu precisava daquilo há um ano. Eu precisava dela.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:07

Quando ele afastou a boca eu ia falar. Ainda abri a boca para dizer qualquer coisa, mas o meu cérebro tinha parado. Olhei-o e comecei a rir, encostando a cabeça no peito dele. A rir mesmo. Feliz.

Depois disso ele voltou a beijar-me e eu correspondi apaixonada, abraçando-o pelo pescoço. Esperava por isto há muito tempo. Tinha de me colocar em bicos dos pés para conseguir estar a beija-lo e sorria a pensar nisso. Podia até me pendurar nele.

Engraçado, não me lembrava do porquê de estarmos afastados.
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:14

Acho que ela ia dizer alguma coisa. E nesse segundo em que ela abriu a boca para falar eu senti um bocado de panico. Mas ela voltou a fechar a boca e olhou-me nos olhos e riu-se. E eu derreti-me todo. Senti ela encostar a cabeça no meu peito e a rir-se. Mesmo feliz. Quis chorar um bocado. Eu queria a ver assim feliz. E saber que eu era capaz de fazer isso? Eu estava nas nuvens. Eu só queria a fazer feliz. Juro.

Voltei a beija-la e ela voltou a beijar-me de volta, a abraçar-me pelo pescoço. Eu sentia o meu coração a querer explodir. Ela estava a esticar-se toda para me conseguir beijar e eu ri-me contra os lábios dela e abracei-a com força pela cintura levantado-a. Ela era tão leve. E eu gostava tanto dos beijos dela. Ela fazia tudo de mau desaparecer. Ela era literalmente o meu sitio preferido do mundo. Ela era casa.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:20

Comecei a chorar enquanto o beijava. Tinha mil emoções a rebentar e não queria nenhuma delas. Queria ficar apenas assim. Nos braços dele. Sonhei tanto com isto. Com a parte de estar assim com ele.

- Mason...

Consegui afastar a boca da dele, mesmo estando ainda no ar. Como é que ele me estava a pegar tão facilmente? Não conseguia olha-lo, tinha a cabeça encostada no ombro dele, para ele não me ver chorar.

- Não posso fazer isto. Quero... Mas não posso. Tu acabasta de voltar. Até há dois dias eu queria que morresses longe. E agora... Não... Eu não sei...

Não queria que ele me largasse. Mas o que é que eu podia fazer mais? Eu queria conseguir dizer-lhe que o amava. Mas já não sabia se isso era verdade. As lágrimas pararam de correr, mas o sentimento estava lá. Acho que já tinha esgotado todas as minhas lágrimas por ele.

Queria pedir-lhe para não me deixar. Nunca mais. Queria lhe dizer "casa comigo" ou "foge comigo para longe". Eu podia dizer isso, não podia? Só eu e ele. Ia tudo dar certo.

Não. Não ia. É claro que não. Mas eu podia sonhar. Queria sonhar mais um bocadinho. Fechei os olhos e imaginei que ele me estava a segurar no dia do nosso casamento. Que ele me estava a segurar depois de lhe dizer que íamos ter um bebé. Que ele me estava a levantar no ar depois de um dia de trabalho difícil.

Suspirei ainda agarrada a ele. Doía tanto. A dor era bem vinda. Mostrava que ele ainda era real.
Sofia Redbird Malfoy
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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:28

Eu senti ela começar a chorar e parece que algo ligou-se dentro de mim. Ouvi ela dizer o meu nome baixo e afastar a boca da minha. O meu coração apertou-se ali porque eu sabia. Porque eu sabia que não era por causa de um beijo que nós iamos ficar bem de vez. Não era assim tão fácil.

Senti ela encostar a cabeça no meu pescoço a esconder a cara para que eu não visse as lágrimas mas eu sabia. Eu sabia que ela não estava feliz e a culpa disso era minha. Tinha sido o meu erro.

- Eu.. Eu sei...

Disse baixo. Mas eu não a larguei. Eu não era capaz de a largar agora. Eu não a queria largar. Apertei-a ainda com mais força contra mim.

- Eu não vou a lado nenhum. Eu juro que não vou a mais lugar nenhum. Nem que demore anos para ficar-mos bem. Para que tu consigas me perdoar por ter ido embora. Eu nunca mais vou sair do teu lado.

Eu já estava a chorar. Claro que eu estava. Eu amava-a com tudo o que eu tinha.

- Mesmo que tu decidas que mereces melhor. E mereces. Ou que queres melhor. Eu sempre vou estar aqui. - dei-lhe um beijo no cabelo longo. Ela estava a chorar e eu estava a chorar. - Aconteça o que acontecer eu amo-te e isso nunca vai mudar enquanto eu for vivo.






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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:33

Era tão mais fácil se ele já não sentisse mais nada por mim. Se ele estivesse um horror de rapaz e não me ligasse. Eu podia continuar com a minha auto ajuda de o esquecer. Mas é claro que não era isso que ia acontecer.

As palavras dele pareciam facas e ao mesmo tempo algodão doce. Não sabia se havia de continuar a chorar ou sorrir. Decidi que devia sorrir, mesmo estando a chorar.

- Tu sabes que nós vamos casar, não sabes?

Não consegui evitar esse comentário. Ri baixo, enquanto as lágrimas escorriam na mesma. Ele não ia desistir de mim, nem eu dele. Tínhamos um buraco enorme a separar-nos.

- Eu sei que vamos construir a ponte.

Sei que ele não percebeu o meu comentário. Eu tinha pensado para mim e não para fora, mas disse-o na mesma. Um dia, quando essa ponte estivesse construída ele ia perceber.
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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:39

Quando ela sorriu para mim mesmo a chorar só me deu vontade de chorar ainda mais mas respirei fundo e fiz-me de forte e sorri-lhe também. Coloquei-a no chão mas não a larguei, comecei a dar-lhe festas na cara.

Eu acho que ela acreditava no que eu tinha dito. Eu sempre tinha sido muito direto com o que sentia. E apesar de agora parecer que estavamos tão longe um do outro e de ficar-mos juntos. Nós iamos ficar bem. Eu tinha esperança nisso.

Ela falou que iamos casar um dia e eu ri baixo encostando a testa na dela. Ela ainda chorava. Eu também.

- E vamos viver ao pé da praia. E ter uma familia. Isso já eu sei desde que te beijei pela primeira vez.

Disse-lhe a sorrir e a chorar. Mas eu tinha fé. Não ia desistir dela. Ela falou de uma ponte mas eu não entendi muito bem.

- Uma ponte...?

Dei-lhe festas na cara, a limpar lhe as lágrimas à medida que elas iam caindo.

- Eu só te quero ver feliz. Eu sempre quis-te ver feliz... Se for comigo então ainda melhor. Mas eu vou ter paciencia, juro... - acenei devagar. - Consigo esperar o tempo que for preciso por ti. És demasiado... Tu.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:44

Só conseguia ficar a olhar para ele e imaginar aquilo que estávamos a dizer um ao outro. Porque é que estávamos a dizer estas coisas? Não era suposto.

- Uma casa ao pé da praia.

Sorri ainda mais quando ele disse isso. Pelos vistos eu não era a única a imaginar o nosso futuro. Isso tinha que querer dizer alguma coisa. Claro que queria dizer alguma coisa.

- Sim, uma ponte. A ponte para conseguirmos chegar um ao outro outra vez.

Encolhi os ombros devagar. Essa parte assustava-me. E se eu não conseguisse construir essa ponte? Nem ele?

Mas o que ele me dizia mudava tudo isso. Fazia parecer que a ponte já estava meio construída.

- Eu não quero fugir enquanto tu corres. Quero correr ao teu encontro. Eu só... Não encontrei ainda a direcção.
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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:52

Eu via a sorrir ainda mais quando comecei a falar no nosso futuro. Eu já tinha pensado tanto nisso. Em casar me com ela ir irmos viver para perto da praia. Termos uma família grande e eu ia dizer lhe que a amava todos os dias.

- Eu quero ajudar a construir essa ponte.

Disse lhe a olhar nos olhos. Eu não queria que ficássemos afastados. Mesmo que agora no inicio conseguíssemos ser amigos isso já mudava tudo. Pelo menos já éramos amigos e estávamos mais perto. Mas eu ia ter paciência. Não lhe estava a mentir.

- Eu espero... Eu espero por ti. - dei lhe um beijo na testa carinhoso. - depois corre os juntos para o sítio certo. Eu também.... Eu também não estou ainda bom o suficiente para ti.

Ela não sabia ainda de nada. Ela ainda não imaginava o quanto eu tinha mudado. E ela merecia melhor do que eu estava agora.

- vamos construir a ponte os dois... Eu juro que não fujo mais. Não de ti. Nem de um futuro feliz.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 00:57

Engoli em seco e acenei com a cabeça.

- Para todos os efeitos, Mason Malfoy, eu já não quero nada contigo, tu és um idiota que eu quero ver longe e nunca na vida te quero mais agarrado a mim. Certo?

Isto era completamente estúpido mas eu precisava de continuar com a minha sanidade mental.

- Portanto... Vou ajudar-te com as aulas e nada mais. Ok?

Nada mais. Devia ser. Já conseguia imaginar as nossas tardes de estudo, com os uniformes no chão, portas trancadas e a abafarmos gemidos. Certo. Bela ajuda com as aulas.

Ok. Posso parar de imaginar isso agora. Senti-me corar um bocado, mas queria manter a postura. Por favor, que ele não me leia os pensamentos. Que ele me leve a sério.

Olhei para todos os lados para ver se não via ninguém e voltei a engolir em seco. Por favor que aparecesse alguém que me impedisse de fazer alguma loucura.
Sofia Redbird Malfoy
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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 01:03

Ela endireitou se toda e empinou um bocado aquele nariz que me dava uma vontade enorme de morder e disse que eu era um idiota e que não queria nada comigo.

Durante um pouco eu fiquei calado a olhar para ela mas depois fiz um meio sorriso porque sabia que ela estava a mentir. Mas se isso ajudava-a, então não fazia mal. Dei lhe um beijo ao de leve na testa.

- Mais nada. Com certeza. Mas ainda tenho que te pagar.

Ela ficou muito vermelha e eu acabei por me rir e dar lhe uma festinha na cara. Mas também estava corado. Não era preciso ler lhe os pensamentos para saber no que ela estava a pensar. Eu estava a pensar no mesmo. Os dois fechados numa sala.

- Quando quiseres as vezes que quiseres.

Disse com um meio sorriso malicioso. Mas a melhor parte disto tudo é que ela ainda estava nos meus braços. E apesar de estar a dizer isto eu sentia a descontraída contra mim.





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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 01:06

- E como é que estás a pensar em pagar-me?

Engoli em seco e agora estava a rezar para que ninguém aparecesse. E depois acabei por suspirar e mordi o lábio.

- Acho que é melhor sairmos daqui, não está a ser fácil.

Sentia coisas ao pé dele. Coisas boas mas que eu não queria sentir e o idiota do meu corpo estava a reagir. Porque é que ele estava a libertar hormonas para cima de mim?

- Agora.

Tentava acalmar o meu coração, mas náo estava a conseguir. E acho que ele já estava a pensar no mesmo que eu. Portanto, não ia resultar bem. Ou ia.
Sofia Redbird Malfoy
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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 01:12

- Da maneira como quiseres. Temos tempo para isso.

VI ela ficar toda nervosa e corada e eu sabia que ela estava a pensar naquilo. E eu estava a sentir me quente. E ela estava a fazer me sentir coisas.

- Como se alguma vez vá ser fácil, Redbird.

Morde levemente o lábio mas percebi o que ela queria dizer. Eu estava a sentir o coração dela contra o meu peito a bater muito depressa e o sangue dela mesmo ali perto de mim. E estava a sentir cada curva do corpo dela. E eu acho que ia morrer.

- ahm.. Sim.. Sim..

Acabei rápido corado. Eu não tarda muito não resistia. E eu disse que ia ter paciência e agora do nada se fossemos para a cama juntos ia ser difícil e se calhar ia ser mais complicada a ponte.

- rápido sim.

Acenei rapidamente e a afastei me um pouco dela par conseguir respirar. Ela ia me matar.





Does he sing to all your music... While you dance to Purple Rain? Does he do all these things...Like I used to?




Mason A. Potter Malfoy
Auror

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Re: Covil

Mensagem por Sofia Redbird Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 01:16

Não precisava de lhe mentir, sabia que podia dizer aquilo que pensava. Não sei porquê, mas sabia que podia.

- Vou ser sincera, o que me está a passar agora pela cabeça está a deixar-me zonza. Preciso de respirar algum ar que não tenha o teu perfume.

Deus, como ele cheirava bem. Era por isto que nós íamos casar. Era por isto que, viesse o que viesse, nós íamos ficar juntos. Era simplesmente demasiado forte.

- Por favor, só... Diz-me se sentes o mesmo.

Olhei-o com o coração a parar e a respiração pausada. Ele estava estranho, parecia que estava a controlar-se, tinha os músculos dos braços tensos e eu só conseguia pensar neles a agarrar-me.
Sofia Redbird Malfoy
Vice-Director da Escola

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Re: Covil

Mensagem por Mason A. Potter Malfoy em Ter 08 Nov 2016, 01:21

- Porque, Redbird? Estou a deixar te alterada?

Eu não era capaz de resistir de provoca lá. Mas estava muito difícil de não a beijar outra vez. Desta vez até ela ficar sem ar. E depois leva lá para o meu quarto. Há meses que ela já não vê o meu quarto.

- Não, eu estou só aqui a fazer uma força louca para não te saltar em cima e raptar te só para mim porque é divertido.

Engoli um bocado em seco e depois morde o lábio. Mas larguei a pelo bem dela e pelo meu.

- okay vamos.. Vamos respirar um bocado... Isso é bom





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Re: Covil

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